Terroristas do Boko Haram incendeiam 5 igrejas durante ataque na Nigéria

O ataque foi realizado por mais de 100 terroristas, que usaram motos e um caminhão para incendiar as igrejas e residências.


Boko Haram tem incendiado igrejas na Nigéria. (Foto: REUTERS/Joe Penney


Mais de 100 terroristas do Boko Haram abriram fogo indiscriminadamente e incendiaram pelo menos cinco igrejas e diversas residências, matando muitas pessoas, na cidade de Garkida, na área de Gombi, no estado de Adamawa, no nordeste do país, segundo relatos iniciais.



Há também relatos ainda não confirmados de possíveis sequestros.


Andando em cerca de 60 motos, com dois homens carregando fuzis AK47 e acompanhados por cerca de 20 caminhões de armas montados, os terroristas do Boko Haram saíram da área da Floresta Sambisa para atacar Garkida na noite de sexta-feira, de acordo com a instituição ‘Save the Persecuted Christian’.


As forças de segurança nigerianas lutaram inicialmente contra os atacantes, mas tiveram que recuar para buscar reforço. Enquanto isso, os terroristas avançaram para cidades vizinhas e realizaram os ataques. Os civis fugiram para uma área montanhosa próxima e e se esconderam em arbustos.


"Garkida está atualmente em chamas ... muitas pessoas foram mortas e suas casas estão cobertas de fumaça", afirmou o jornal local ‘TheCable’.


"As pessoas corriam para se esconder dentro das montanhas enquanto observavam suas casas sendo queimadas pelos insurgentes", acrescentou um morador.



O ataque iniciado na sexta-feira se estendeu até o sábado, quando o site ait.live informou que "os insurgentes estavam trocando tiros com a polícia local e agentes de segurança enviados para a área".


No início deste mês, terroristas do Boko Haram queimaram e mataram pelo menos 30 pessoas, incluindo uma mulher grávida e seu bebê, e sequestraram outras no nordeste da Nigéria e na região do Lago Chade. Os militantes tocaram fogo em viajantes na vila de Auno, no estado de Borno, enquanto acampavam durante a noite, após perderem o toque de recolher na capital do estado de Maiduguri, a cerca de 16 quilômetros de distância.


O Boko Haram é uma insurgência militante islâmica, responsável por matar dezenas de milhares e deslocar milhões na última década. O grupo terrorista prometeu lealdade ao Estado Islâmico em 2016, mas logo se fragmentou, depois que a liderança do Estado Islâmico tentou substituir o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau.



Embora o governo nigeriano afirme ter derrotado o Boko Haram militarmente, o grupo terrorista e sua província do Estado Islâmico da África Ocidental continuam a realizar ataques em Borno.


Ao longo dos anos, o Boko Haram sequestrou centenas de meninas. O grupo terrorista também sequestrou pastores e outros cristãos na tentativa de angariar fundos através de pagamentos de resgate.


No mês passado, o Boko Haram executou o Rev. Lawan Andimi, presidente da Associação Cristã da Nigéria na área do governo local de Michika no estado de Adamawa. Andimi foi sequestrado no início de janeiro e foi visto dias antes de sua morte, em um vídeo de pedido de resgate, louvando a Deus.


Também em janeiro, o Estado Islâmico divulgou um vídeo de propaganda que mostrava o assassinato de um estudante universitário cristão nigeriano por uma criança-soldado. Em dezembro, a facção do Estado Islâmico alegou ter matado 11 trabalhadores humanitários cristãos na Nigéria em retaliação pelo assassinato do líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi.



Femi Fani-Kayode, ex-ministro da Cultura e Turismo da Nigéria e Aviação, acusou recentemente o ex-presidente dos EUA Barack Obama e Hillary Clinton de sua "pura maldade" em ajudar o Boko Haram "financiando e apoiando" a eleição de 2015 do presidente nigeriano Muhammadu Buhari, que mais tarde cancelou contratos para erradicar os terroristas, informou o LifeSite.


“O que Obama, John Kerry e Hillary Clinton fizeram à Nigéria, financiando e apoiando Buhari nas eleições presidenciais de 2015 e ajudando o Boko Haram em 2014/2015, foi pura maldade com o sangue de todos os mortos pelo governo Buhari, seus pastores Fulani e o Boko Haram{”, escreveu Fani-Kayode no Facebook.


O governo nigeriano enfrentou críticas internacionais por uma resposta ineficaz à crescente violência praticada pelas facções do Boko Haram e pelos ataques radicais dos Fulani. A insegurança levou a Nigéria a se tornar um dos países mais perigosos para se viver no mundo.


A Nigéria é atualmente classificada como o 12º pior país do mundo na Lista de Vigilância Mundial dos Portas Abertas. Em dezembro de 2019 nação também foi adicionada à lista de vigilância especial do Departamento de Estado dos EUA, por tolerar ou se envolver em graves violações da liberdade religiosa.



FONTE: Guiame

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