Irã coloca pressão em famílias cristãs que fugiram

Relatório mostra as dificuldades enfrentadas pelos cristãos, principalmente convertidos do islamismo, no país


Principal Líder Iraniano, Ali Hosseini Khamenei


Autoridades iranianas colocam pressão em famílias de cristãos que fugiram do país, de acodo com novo relatório. “Em um movimento sem precedentes das forças de segurança iranianas, houve diversos relatos em 2019 de familiares de cristãos iranianos que vivem no exterior sendo perseguidos, mesmo que eles mesmos não sejam cristãos”, segundo relatório que destaca a situação dos cristãos no Irã em 2019.



O relatório, organizado pela Portas Abertas e pelas organizações de defesa da liberdade religiosa Article 18, Middle East Concern e Christian Solidarity Worldwide, apresenta que cristãos iranianos enfrentaram contínuas violações à liberdade religiosa em 2019. As organizações chamaram o relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos no país, Ahmed Shaheed, “para investigar os contínuos maus-tratos de cristãos e outras minorias religiosas no Irã”.


Enquanto a Constituição iraniana reconhece os cristãos como uma minoria religiosa com o direito de “exercer suas cerimônias religiosas nos limites da lei”, o governo aplica isso apenas aos cristãos da Armênia ou descendentes assírios, por serem considerados parte da cultura e história do Irã. Ainda assim, essas comunidades não têm permissão de ter nenhum material religioso em persa e também não estão isentas de invasões, como relatado pelo World Watch Monitor no ano passado.



A maioria dos cristãos no Irã são convertidos do islamismo, entre 250 e 550 mil, e, por ter apenas quatro igrejas de fala persa no país, eles se reúnem nas casas para orar, estudar a Bíblia e adorar.


Esses convertidos cristãos são o principal alvo do governo, por isso vivem como cristãos secretos. Líderes religiosos e governamentais os retratam como apóstatas que deveriam ser mortos, segundo o relatório. Em 2019, agências de segurança invadiram igrejas domésticas, confiscaram celulares e materiais religiosos e fecharam prédios de igrejas. Filhos de cristãos convertidos tiveram negados certificados que precisariam para continuar sua educação.


Diversos cristãos foram sentenciados à prisão, pegando de 4 meses a 5 anos. Ao final de 2019, foram relatados 17 casos de cristãos presos pela fé, mas, de acordo com o relatório, o verdadeiro número pode ser maior, pois nem todos os casos são tornados públicos ou relatados.



FONTE: Portas Abertas

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